sábado, 24 de outubro de 2015

Depois da infidelidade, é possível salvar o casamento?

Há uma maneira de encontrar a cura para esta dor, segundo os especialistas

Couple in crisis - pt

Depois de 25 anos de casamento, fiquei sabendo, na semana passada, que minha esposa está me traindo há anos. Simplesmente não sei o que fazer. Não consigo dormir, fico bravo o tempo todo e me sinto completamente bloqueado. O que está acontecendo comigo? É possível reconstruir nosso casamento?
* * *
Eu gostaria de poder lhe dizer que o que você está vivendo é um caso extraordinário na sociedade atual. No entanto, as pesquisas e experiências indicam que você não é o único. Muitas pessoas procuram ajuda para poder tratar dos efeitos da infidelidade em seu relacionamento. Esta nunca é uma situação fácil, e não é de surpreender que você esteja tendo dificuldade em entender como enfrentar o tema.
A ferida da infidelidade pode ser chamada de ferida de apego. Ao contrário das feridas que podem se dar quando você percebe que sua parceira não está emocionalmente disponível para você, as feridas de apego que surgem da infidelidade (emocional e física) tendem a nos afetar mais por dois motivos.
O primeiro motivo: uma infidelidade muda radicalmente a ideia que você tinha do casamento e do compromisso, ou pelo menos dos últimos 25 anos que você tem de matrimônio. Tal desafio da crença fundamental nos faz sentir que estamos caindo no espaço exterior.
O segundo motivo: uma infidelidade é uma profunda violação da lei natural e divina. Quando pecamos de maneira tão grave, aqueles a quem ofendemos podem reagir tornando visível a gravidade das nossas ações desordenadas.
Contudo, você pode entender seus sintomas com a seguinte declaração: você está sofrendo um trauma similar ao transtorno de estresse pós-traumático, proveniente de uma profunda ação desordenada da sua cônjuge.
Mas, ainda que o seu sofrimento e a experiência que você está vivendo sejam difíceis de superar, é possível curar-se de uma infidelidade e salvar seu casamento. Você precisa encontrar apoio para empreender o caminho de cura para reparar o relacionamento. É preciso que haja o compromisso de superar as feridas passadas.
Buscar terapia é um passo deste compromisso. Isso provavelmente será difícil e útil ao mesmo tempo. Haverá dias em que você não vai querer continuar, porque costuma ser doloroso. Mas eu o convido a prosseguir. Você encontrará a cura, em parte, mediante sua coragem para prosseguir.
Além disso – ainda que não seja um pensamento popular, é vital para o sucesso destes casos –, você precisa estar disposto (no momento oportuno) a explorar com sua parceira o motivo pelo qual o casamento chegou a este ponto.
Julgar o culpado não nos levará a lugar algum. Pelo contrário, assumir responsabilidade pessoal pela situação atual do seu casamento provocará uma verdadeira liberdade e cura.
Para aqueles que questionam este ponto, recordo uma frase do presidente John F. Kennedy, após a fracassada invasão da Baía dos Porcos: “A vitória tem centenas de pais, mas a derrota é órfã”. Ninguém gosta de admitir sua parte no fracasso, mas é a única maneira de realmente amadurecermos.
Em resumo, seu sofrimento é normal e compreensível, mas pense que você e sua esposa são uma equipe, e que chegarão ao sucesso do casamento juntos ou fracassarão juntos. Como sempre, conte com as minhas orações por ambos.

(William McKenna, MS, especialista do IPS, Center for Psychological Services)

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Mentiras no casamento, passaporte para o fracasso

Mentir é uma forma de infidelidade muito comum, mas pode se transformar em uma doença fatal
ORFA ASTORGA
Couple-Auremar-Shutterstock-©

Minha esposa e eu passamos por uma fase na qual deixamos de levar a sério nosso trato pessoal, comprometendo gravemente nosso casamento. Começamos sendo cúmplices do que considerávamos ser desculpas práticas, desde a forma de evitar atender o telefone ou a porta, até todos aqueles problemas ou compromissos dos quais queríamos fugir, recorrendo sempre ao “diremos que…” – de comum acordo e conscientes, ambos, de que mentíamos.
Éramos jovens e realmente tínhamos acentuados traços de imaturidade e insegurança que deveríamos resolver em suas causas, para evitar mentir. Primeiro, reconhecendo a negatividade da mentira e, depois, colocando os meios, esforçando-nos por adquirir as virtudes necessárias a partir da humildade, para conseguir ser verazes. Mas, ao invés disso, decidimos dar carta de neutralidade ao que não era verdade.
Mesmo sem reconhecer, pouco a pouco fomos perdendo a confiança, pois, mentindo a terceiros, acabamos mentindo entre nós mesmos, e não só com palavras; aprendemos também a mentir com o tom, os gestos e muitas expressões corporais, em hábil manipulação de um com o outro.
Assim, nós nos instalamos em uma forma de relação na qual a linguagem se tornou um inumano falatório, que não manifestava a nossa intimidade pessoal, a fonte do nosso amor. Um amor que começou a minguar, pois o amor, sendo pessoal, precisa, por sua vez, da humildade pessoal para retificar os erros e reconstruir-se nessa humildade volta ao outro.
Ao nos negarmos a isso, acabamos também mentindo com nossas ações, desprestigiando-nos, humilhando-nos mutuamente. Quando, por períodos cada vez mais longo, deixávamos de nos falar, causávamos um grande dano um ao outro, pois o silêncio é a maior falsidade.
Minha esposa e eu recebemos ajuda profissional, aprendemos gradualmente e com esforço a vencer a inércia deste mal moral. Voltamos à tarefa de comunicar-nos sobre a verdade das promessas feitas no consentimento do nosso matrimônio e de evitar nossa maior mentira: ser um mal esposo ou esposa.
Em nosso casamento, escutamos o sacerdote perguntar: “você promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-a(o) e respeitando-a(o) todos os dias da sua vida…?”. E a mentira não cabe em absoluto nesta promessa de amor pleno e total.
Muitos casais não sabem disso ou não admitem, mas mentir, ainda que seja por motivos graves, é uma forma de infidelidade bem comum, que pode chegar a se tornar uma doença fatal.
As causas mais comuns da mentira no casamento têm solução, se, com humildade, trabalha-se isso, evitando que se propaguem em matérias cada vez mais graves.
Alguns exemplos dessas mentiras que parecem pequenas, mas que podem gerar grandes problemas no futuro:
– Por trabalhar mal e justificar um incumprimento: pedir ao cônjuge que ligue para o trabalho e diga que está doente, quando na realidade passou a noite toda assistindo televisão.
– Para evitar compromissos: não desejar participar de uma comissão na sociedade de pais de família da escola do filho, ou ir ao casamento de um parente etc.
– Por falhar a um compromisso: o esquecimento do aniversário de casamento, o jantar na casa dos sogros etc.
– Por aceitar um compromisso que você sabe que não vai cumprir: uma dívida, a visita a algum doente, a ajuda na coleta para vítimas de alguma catástrofe natural etc.
– Por desconfiança e medo da reação do outro: um acidente de carro ou uma infração de trânsito.
– Para evitar incompreensões: dizer que não se está preocupado, que é só uma dor de cabeça etc.
– Para evitar incômodos: encobrir a má conduta de um filho ou o custo de uma reparação doméstica.
– Por ter tomado uma má decisão e não reconhecer um erro ou um fracasso: um mau investimento, uma mudança de trabalho.
– Por tentar não ficar mal na frente dos outros: diante da pergunta do filho que faz a tarefa, ou do esquecimento de uma compra na volta do trabalho.
– Por não aceitar uma limitação pessoal: um trabalho difícil ou excessivo, que se aceitou com o objetivo de ganhar mais dinheiro.
– Para manipular ou impor-se de forma egoísta: dizer que se sente muito doente para desviar a atenção de um mau comportamento.
– Para evitar dar maiores explicações sobre onde se esteve e com quem: ligar e dizer que está no escritório com muito trabalho, quando na verdade está em outro lugar com os amigos.
– Para não ter de prestar contas sobre o gasto de dinheiro: argumentar sobre um problema mecânico ou um gasto em uma área que o outro cônjuge não domina.
– Para impressionar ou construir um falso prestígio: exagerar sobre as conquistas do passado que não podem ser comprovadas.
– Por mágoa contra alguém, buscando compartilhar ou impor o sentimento no cônjuge: o clássico problema com os vizinhos.
– Por ironia, rindo de alguém buscando que o cônjuge participe: por inveja de alguém que tem sucesso profissional.
A linguagem convencional não deve ser usada de qualquer maneira, mas empregada com virtude, ou seja, com veracidade. Não existem mentiras “brancas”, úteis, inocentes, piedosas: todas são mentiras, um câncer da linguagem e do espírito.
As mentiras se transformam em escola de ambiguidade, dissimulação, fraude, vida dupla, e desembocam finalmente na perda da confiança, destruindo as relações entre as pessoas.

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5 coisas que as mulheres casadas deveriam parar de fazer

Estes erros podem destruir nossos casamentos e famílias sem que percebamos

<a href="http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=181038458&src=id" target="_blank" />Sad couple after having quarrel</a> © Rido / Shutterstock

Recentemente, meu esposo Dave escreveu um artigo chamado “9 coisas que os homens casados deveriam deixar de fazer”. Como os maridos têm a lista deles, acho que é justo para as esposas ter uma também.
Assim como eles, as mulheres casadas têm certas coisas que precisam deixar de fazer o quanto antes. Aqui vaia lista:
1. Pare de tratar seu marido como se fosse uma criança
Isso poderia estressar algumas, mas acontece com muita frequência. Eu mesma já me peguei agindo assim. Em um esforço por “extrair o melhor” dos nossos maridos, começamos a tratá-los como se fôssemos suas mães.
Se queremos ver o melhor do nosso esposo, então precisamos demonstrar-lhe que o respeitamos – inclusive quando ele ainda não for muito digno disso.
Sei que isso parece um pouco irracional, mas quase todos os livros que li sobre casamento enfatizam a grande necessidade que o marido tem de sentir o respeito da sua esposa por ele. Lembre-se que seu marido quer ver em você uma esposa, não uma segunda mãe.
2. Pare de dar indiretas ao seu marido
Diga o que você pensa, sente e espera dele. Não dependa da capacidade dele de adivinhar sua comunicação não verbal, porque ele não funciona assim. As mulheres costumam ser muito intuitivas, e acabam achando que seus maridos devem ser desse jeito também…
Em 9 de cada 10 vezes, seu marido só vai entender o que você disser com palavras. Ele não vai ler sua linguagem corporal, seus suspiros ou o movimento dos seus olhos. Nossas expressões corporais devem apenas melhorar nossas palavras – e não substituí-las.
Não evite falar as coisas – com palavras! –, inclusive quando seu marido preferir evitar falar. Converse com ele com amor e carinho, numa atitude de abertura, buscando realmente compartilhar com ele o que você traz no coração. A intimidade começa com a interação.
3. Pare de colocar seus filhos acima do seu marido
Sei que isso pode ser um pouco polêmico, mas, por favor, escute-me. Como pais, somos chamados a amar e proteger nossos filhos com cada fibra do nosso ser. A principal maneira de fazer isso é dando prioridade ao nosso casamento.
O maior presente que podemos dar aos nossos filhos não é algo que o dinheiro pode comprar, mas sim um casamento saudável, feliz e amoroso, que eles possam admirar com um bom exemplo.
4. Pare de sair com amigas que falam mal do seu marido
Este erro leva muitas pessoas ao divórcio. Podemos acabar nos transformando naquelas pessoas que nos cercam. Então, da próxima vez que você estiver em uma reunião de amigas, preste atenção na maneira como falam do seu marido. Qualquer pessoa que não respeita o seu casamento não é boa para o seu casamento.
Quando escutamos nossas amigas falando mal do nosso marido, tendemos a enxergá-lo a partir dessa ótima negativa também. Isso precisa ter um fim. O casamento já é um desafio duro demais, para, ainda por cima, ter amizades negativas que não nos ajudem a valorizar o que temos.
Se você quer construir e manter um casamento forte, precisa cultivar amizades que respeitem seu casamento, e o sacramento do matrimônio em seu conjunto.
5. Pare de jogar charme em outros homens
Isso pode parecer óbvio para a maioria, mas é um problema real no casamento. Podemos começar inocentemente, sem querer, talvez compartilhando risadas com um colega de trabalho, depois saindo para almoçar sozinhos como amigos íntimos etc.
Antes de que você perceba, pode começar a trocar e-mails pessoais ao longo do expediente. Depois, mensagens, ligações… De repente, você não consegue parar de pensar nessa pessoa. E começa a esconder do seu marido as suas comunicações com esse homem. E pode acabar na cama com ele, sem entender direito como tudo isso começou. E começou com aquelas “brincadeiras inocentes” entre colegas.
Intimidades, provocações, jogar charme… Abra os olhos para a verdade: nenhum “charme” fora do casamento é bom. Não existe paquera inocente. Esta é a porta de entrada para a infidelidade, que pode arruinar seu casamento.
É claro que é saudável e bom ter conversas com outros homens no trabalho e nos demais ambientes que conversamos. Mas você não precisa jogar charme para cima deles ou revelar-lhes suas intimidades.
Ao estar com outro homem, pergunte-se: “Eu me sentiria confortável se meu marido tivesse esta mesma conversa (que estou tendo) com outra mulher?”. Ou: “Eu teria esta conversa do mesmo jeito com esta pessoa, se o meu marido estivesse presente?”. Aí fica fácil discernir se você está sendo prudente ou não.
Se sua resposta a estas duas perguntas for “não”, é aconselhável acabar com aquela conversa imediatamente, mudar de assunto, buscar companhia de outras pessoas também. Pode parecer exagero, mas isso pode salvar seu casamento e protegê-la da tentação.
Ao brincar com fogo, você pode se queimar. Ninguém merece viver um casamento medíocre, nem sentir a dor que uma infidelidade pode trazer à vida.
Faça tudo o que estiver ao seu alcance para proteger e fortalecer o seu casamento.

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domingo, 11 de outubro de 2015

O caminho para um namoro santo

O caminho para um namoro santo exige especialmente 4 virtudes

<a href="http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=263549348&src=id" target="_blank" />Fashionable cool couple</a> © Tatyana__K / Shutterstock

O caminho para um namoro santo exige 4 virtudes: maturidade, renúncia, espera e paciência.
É maravilhosa a essência do amor em todas as suas faces, mas essa experiência perfeita se torna delicada e negativa quando se desvirtua de sua realeza. Amar é dom de Deus e por isso é uma experiência tão perfeita.
Amar é um exercício complexo e encantador, no qual deixamos de viver exclusivamente o nosso tempo para entrar, esperar e compreender o tempo de alguém. E aí temos de perceber a profundidade desse sentimento; amar é, sim, entrar no tempo do outro, é entender, perdoar, estar ao lado sempre, mas não é apoderar-se das vontades alheias nem possuir as rédeas da vida do outro.
Um amor verdadeiro não afasta as pessoas, mas as aproxima; não atropela as etapas que devem ser respeitadas. Não pertencemos a ninguém, não somos propriedade ou objetos de satisfação pessoal; o namoro é, antes de tudo, momento de conhecimento. Somos templo do Espírito Santo de Deus, pertencemos somente a Ele. Amar não é acorrentar, ao contrário é libertar o outro para um mundo diferente do isolamento, da autossuficiência.
Como diz padre Fábio de Melo, “Amor humano é devolução, é restituição. E aquele que aceita qualquer coisa, também será deixado por qualquer coisa”. Somos filhos do céu, filhos da luz, merecemos o Amor em sua mais fiel essência e pureza, não podemos nos contentar com migalhas, fantasias passageiras, promessas imaturas e impensadas. Amar exige maturação, exige renúncia, espera e paciência. É saber entrar no tempo do outro e, acima de tudo, saber permitir que o outro entre em nosso tempo quando isso, de fato, valer a pena.
Diante disso, procure um amor de verdade, diferente daquele que lhe manda flores, envia mensagens e cartões apaixonados; procure um amor que seja muito mais do que isso! Procure um amor que o ajude na caminhada árdua para chegar onde todos nós devemos ir: ao céu!
Um amor que ache seu terço a pulseira mais bela, seu escapulário o seu colar mais lindo, que veja nas suas roupas (avessas ao que o mundo prega) um sinal de pureza e integridade e a ache a mulher mais bela do mundo! Compreenda que, na hora da missão, a rasteirinha toma o lugar do salto alto, que o Evangelho é o mais lindo batom que deve sempre estar em seus lábios e encontre, no seu olhar de compaixão aos irmãos, o brilho mais bonito!
Aquele que entenda que as músicas ouvidas por você são sinal de oração e ligação profunda com o seu Maior Amado: Deus; compreenda que a Missa diária não é loucura ou fanatismo, mas uma necessidade; saiba que a sua Bíblia é o que nunca falta na sua bolsa! Aquele que compreenda sua vocação e a ajude a seguir nesta vontade do Pai!
Procure um amor que entenda a importância da adoração ao Santíssimo Sacramento, muito mais que um encontro de vocês! Que veja, nos retiros e congressos, pontes que poderão levá-los ao Eterno, e não se importe em adiar passeios e viagens por isso! Acredite que a castidade é o único caminho para um namoro santo e um matrimônio enraizado na fé!
Que sejam assim, desde o início, o nosso relacionamento, baseados em princípios e valores da Palavra de Deus e nos mandamentos da Igreja, é verdade que, nem assim, serão perfeitos; sempre passarão por dificuldades, mas é mais certo ainda que estarão no caminho certo, afinal estaremos construindo em rocha firme, portanto, nada poderá derrubar o que vêm de Deus! Por mais difícil que pareça, creia que Deus está preparando seu amado! Paz e Bem!

Giselle Ferreira (Membro da Comunidade Mariana Boa Semente – Quixeramobim/CE)

As 2 doenças mortais da fidelidade

Só a fidelidade que aprende a atravessar e superar as provações nos torna grandes, realizados e felizes

Silhouette of the woman standing at the beach - pt

Não sei se você conhece a história de John Henry Newman, uma das personalidades intelectuais e espirituais mais elevadas da história moderna da Inglaterra. Não vou contar a sua biografia. Só resumirei trechos dela em largos traços.
Antes da sua conversão ao catolicismo em 1845, era uma figura de enorme relevo na Universidade de Oxford e na Igreja da Inglaterra: como intelectual, como mestre universitário, como finíssimo teólogo, como o mais amado pregador de Oxford (era presbítero anglicano), como um dos melhores escritores do seu tempo.
Para quem conheça um pouco de história, abandonar o anglicanismo e passar para o “papismo” era, na Inglaterra daquela época, condenar-se ao ostracismo. Teve de deixar Oxford (onde ainda era proibida a presença de católicos), largar seus meios de vida, perder a maioria dos seus amigos e cair na suspeição dos colegas e patrícios.
Foi bem acolhido entre os católicos? No começo, com grande alegria. Mas logo percebeu que não era compreendido. Suas intuições e planos – excelentes, e atualmente aplicados com grande eficácia – para o aprofundamento e a difusão da fé católica entre os intelectuais, criaram suspeições. Um a um, seus projetos cheios de zelo e sabedoria foram sendo sufocados. Também na Cúria romana havia autoridades (especialmente alguns prelados ingleses) que o olhavam com receio. Faz-me lembrar do que diziam a São Josemaria Escrivá personalidades da mesma Cúria, gente boníssima e bem-intencionada, quando ele postulava a aprovação pontifícia do Opus Dei: «É uma obra maravilhosa, mas chegou com um século de antecipação».
Tudo se esclareceu…, quando Newman já era um ancião santo e sofrido. O Papa Leão XIII alegrou-lhe o coração nomeando-o cardeal, a máxima honra que pode receber um sacerdote católico. Bento XVI elevou-o aos altares, beatificando-o no dia 19 de setembro de 2010 em Birmingham – onde passara os últimos anos de sua vida –, numa cerimônia que foi como que uma aclamação coletiva de todos os católicos da Inglaterra e do mundo ao Bem-aventurado John Henry Newman.
Como é que ele encarou os longos anos de incompreensão e de aparentes fracassos, um atrás do outro? Com fé e amor, sem julgar as pessoas que desconfiavam dele. Crescendo na oração e nas virtudes. Oferecendo o sofrimento. Tornando-se um santo. Vários dos antigos amigos sugeriam-lhe abandonar a Igreja católica e voltar ao anglicanismo. Um jornal chegou a anunciar isso como fato consumado. O santo homem reagiu, e publicou um escrito admirável, em que – entre outras coisas – diz:
«Minha fé na Igreja católica não foi abalada nem por um só instante desde que fui recebido em seu seio. Sustento e sempre sustentei que o Soberano Pontífice [o Papa] é o centro da Unidade e o Vigário de Cristo;  sempre tive e continuo tendo uma fé sem restrições em todos os artigos do seu Credo, uma suprema satisfação em seu culto, em sua disciplina, em seu ensinamento, e um ardente desejo, uma esperança contra toda a esperança de que os numerosos amigos que deixei no protestantismo virão um dia partilhar da minha felicidade (…). Retornar à Igreja da Inglaterra? Nunca! “A rede foi rompida e nós estamos livres”. Eu seria completamente louco (para usar um termo moderado) se, em minha velhice, deixasse a “terra onde correm leite e mel” e a trocasse pela cidade da confusão e a casa da escravidão»[1].
A alegria que nasce da fidelidade
Tomamos como paradigma um homem fiel à sua fé e à santa Igreja. A mesma “qualidade” deveriam ter todas as fidelidades da vida. Tanto a fidelidade de um casal a seu compromisso matrimonial, como a fidelidade de um cristão comprometido numa missão apostólica, como a fidelidade de um sacerdote ou religioso à sua vocação…
Falar de “compromisso”! Para muitos é quase um palavrão. Querem é ver-se livres de qualquer amarra, como folha à mercê de todos os ventos. Nada prometem a sério. Nada assumem a sério. O mundo parece estar cada vez mais infeccionado pela doença do provisório.
No entanto, só a fidelidade que aprende a atravessar e superar (não só a aguentar) as provações, nos torna grandes, realizados e felizes. Quem descarta a fidelidade como uma opressão da liberdade, vai morrer como aquele homem do Evangelho, que provocou as risadas do povo, porque principiou a edificar e não pôde terminar (Lc 14, 30). Será um frustrado que se jogou aos sopros variáveis da liberdade mal entendida e acabou caindo no nada.
Naturalmente, para poder saborear a alegria da fidelidade é preciso ter um ideal, um sentido para a vida, superior ao de ceder aos desejos momentâneos: um ideal que nos dê a força de enfrentar, de lutar, de superar; que não nos deixe limitados a reagir, reclamar e fugir.
Duas doenças mortais da fidelidade
            • A fidelidade condicionada
É a da pessoa que, no seus compromissos “vitais” (os que definem o sentido da vida), não sabe dizer um “sim” pleno, como o “faça-se” de Nossa Senhora (cf. Lc 1, 38).
Essas pessoas têm o “sim” poluído pelo “se”, pelo condicional: “Serei fiel, se não ficar difícil continuar, se não for “chato”, se não me cansar de viver com a mesma pessoa ou de fazer as mesmas coisas…”.
A incapacidade de decidir-se a assumir compromissos com fé e fortaleza explica a inconsistência de muitas vidas atuais. Para os egoístas, para os que não querem saber da grandeza do amor, a palavra “assumir” é substituída pela palavra “experimentar”: “Vou experimentar, vou ver se gosto, vou ver se não me canso, vou ver se dá… Se não der, largo tudo”
No livro O senhor dos Anéis, Tolkien coloca na boca de um dos personagens uma frase que deveríamos meditar: «Desleal é aquele que se despede quando o caminho escurece».
Quando escurece, quando as coisas se tornam difíceis, ou as circunstâncias ou as pessoas nos desnorteiam, em suma, quando surge uma crise, é então a hora em que Deus nos dá a oportunidade e a graça de “superar” aquilo e de “superar-nos” a nós mesmos.
Toda crise pode ser uma crise de crescimento (como a da adolescência), ou uma crise terminal (como a do paciente desenganado). O mal consiste em que quase todos encaram como terminais crises que, aos olhos de Deus, deveriam ser de crescimento. Deveriam ser uma fase decisiva da vida, em que aprendemos a despojar-nos da imaturidade, de egoísmos banais, de frivolidade; e vamos trocando esse entulho por virtudes que não tínhamos e agora podemos adquirir: desprendimento, humildade, fortaleza, prudência, doação… As crises são porta aberta para um amor maior, temperado na dor.
Quem não tentou fazer isso, não conhece a felicidade de ser fiel. São Paulo a experimentou de tal modo que, estando preso e a ponto de ser martirizado, escreveu na cadeia o que eu chamaria “o epitáfio feliz de uma vida realizada”: Chegou o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, fui fiel (2 Tm 4, 6-7).
Se a dificuldade, e concretamente o sacrifício que toda fidelidade exige, nos fazem vacilar, estamos à beira de enveredar pelo que Rafael Cifuentes chama “ vocação de vira-lata”[2], que é uma opção de vida extremamente perigosa.
• A fidelidade de manutenção 
É  a fidelidade da pessoa que não abandona o barco, mas se limita a “ir tocando” a vida com rotina morna e apagada.
Alguns parecem fiéis por pura inércia. O marido e a mulher continuam juntos no lar, mas sem renovação de sentimentos e atitudes, sem diálogo fecundo e sem novas iniciativas. A alegria da vida familiar soa, para eles, a sonho ingênuo de lua de mel. Que diriam se ouvissem São Josemaria dizer-lhes, como repetia a casais de qualquer idade: «Vocês devem tratar-se como se sempre fossem noivos»?
«Não esqueçam –dizia-lhes − que o segredo da felicidade conjugal está no cotidiano, não em sonhos. Está em encontrar a alegria escondida de chegarem ao lar; no relacionamento afetuoso com os filhos; no trabalho de todos os dias, em que toda a família colabora; no bom humor perante as dificuldades, que é preciso enfrentar com espírito esportivo»[3].
Coisas análogas deveriam dizer-se sobre a fidelidade de leigos, sacerdotes e religiosos à vocação e à missão divina com a qual se comprometeram.
A fidelidade de manutenção é, para os mornos, um mero vegetar acomodado. Esqueceram-se da palavra “mais” e da palavra “além”. Como dizia Ernest Hello, «se não existisse a palavra exagero, o homem medíocre a inventaria»[4].
Como evitar essas duas doenças? Entre outras coisas, vendo se conseguimos dar uma resposta positiva (com a cabeça, o coração e as ações) às seguintes perguntas:
─ Eu tenho “metas”, ou vou só no embalo; ou seja, proponho-me frequentemente modos concretos – claros e definidos − de dar mais, de alegrar mais os outros, de ajudar mais, quebrando assim a rotina?
─ Trato com Deus desse desejo de superação? Medito, rezo, leio livros de espiritualidade, procuro conselhos e experiências para sair do meu trilho monótono e renovar meus compromissos?
─ Se me pedissem que escrevesse num papel os desafios de superação, que atualmente me proponho para dar um salto de qualidade, ou para superar uma crise, deixaria a folha em branco? Quantas linhas poderia preencher?
Quero terminar este capítulo pedindo-lhe que medite as palavras que Cristo utiliza para abrir a porta do Céu a uma alma que foi fiel até à morte. Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Entra na alegria do teu Senhor! (Mt 25, 21).

[1] f. Cf. Paul Thureau-Dangin, Newman católico – A fidelidade na provação, Cultor de Livros, São Paulo  2014, pp. 58-59
[2] A constância, Ed. Quadrante, São Paulo 1989, p. 28
[3] Questões atuais do Cristianismo, 3ª ed. Quadrante, São Paulo 1986, n. 91
[4] E. Hello, L’homme, Ed. Perrin, Paris 1911, p. 60

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domingo, 6 de setembro de 2015

Como ensinar seu filho a ouvir boa música

O contato com a música estimula o cérebro, facilita a aprendizagem, favorece o raciocínio lógico, relaxa... Vai perder esta oportunidade?

A child plays the cello - pt

música está presente na vida dos seres humanos desde os primórdios de sua existência, seja em ritos culturais, sociais ou religiosos. Somos seres musicais por essência.
Pesquisas como as de Schlaug, da Escola de Medicina de Harvard (EUA), e Gaser, da Universidade de Jena (Alemanha), revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta, particularmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor.
Mas os benefícios não são somente aos instrumentistas.
Outros estudos apontam também que, mesmo se o contato com a música for feito por apreciação, isto é, não tocando um instrumento, mas simplesmente ouvindo com atenção e propriedade (percebendo as nuances, entendendo a forma da composição), osestímulos cerebrais também são bastante intensos.
Ao mesmo tempo que a música possibilita estímulos cerebrais, ela, por seu caráter relaxante, pode estimular a absorção de informações, isto é, a aprendizagem, comprovadas em pesquisas como as do húngaro Losanov que concluiu que, expostos à música clássica, lenta, a pessoa passa do nível alfa (alerta) para o nível beta (relaxados, mas atentos); baixando a ciclagem cerebral, aumentam as atividades dos neurônios e as sinapses tornam-se mais rápidas,facilitando a concentração e a aprendizagem.
Schaw, Irvine e Rauscher, americanos, investigaram o desenvolvimento do raciocínio lógico em crianças que estudavam algum instrumento musical aos que não estudavam música, sendo que o primeiro grupo apresentou desempenho superior em matemática em relação ao segundo.
A música tem seu lugar no desenvolvimento afetivo da criança. Quando colocamos o bebê próximo ao peito e cantamos para ele, as batidas do coração mais a canção, levam-no à tranquilidade e relaxamento. Por essa e outras razões, a linguagem musical tem sido apontada como uma das áreas de conhecimentos mais importantes a serem trabalhadas na Educação Infantil, ao lado da linguagem oral e escrita, do movimento, das artes visuais, da matemática e das ciências humanas e naturais. Países desenvolvidos oferecem cursos aos professores para que a aplicabilidade musical seja exercida competentemente. No Brasil, ao contrário, não há formação, tão pouco preocupação com o desenvolvimento musical dos pequenos.
Então, cruzamos os braços?
Pelo contrário, podemos ensinar as crianças, em casa ou na escola ou, ao menos, estimular os ouvidos à apreciação musical.
Em primeiro lugar, defina você, condutor dessa aprendizagem, pais ou professores, o que é uma música de qualidade. Pesquise músicas de diferentes gêneros, jazz, blues, clássica, rock, folk, eletrônica…
Pesquisadas as músicas, é hora de ouvir. Ouvir de verdade. Não realize outra tarefa, apenas ouça. Pense em um instrumento que tem afeição e procure-o dentro da música, perceba se o instrumento é constante ou só em determinadas partes. Faça questionamentos internos: Esse instrumento preenche vazios da música? Esse trecho da música é mais intenso? Esse instrumento pode ser conciliado com outro? Que tipo de emoção está provocando? Este instrumentista é mais ou menos habilidoso? O ritmo da música é constante? Quanto mais você “observar” a música, mais vai compreendê-la.
E com as crianças?
Vamos começar pelos bebês:
– Coloque para seu bebê, ainda no útero materno, músicas diversas, com maior atenção às clássicas. Faça isso diariamente.
– Peça para o papai cantar para ele. No útero, o bebê possui maior percepção aos sons graves, por isso, o canto do papai é tão importante.
Crianças de 0 a 2 anos:
Nesta fase, a música está inteiramente relacionada ao desenvolvimento da linguagem, da afetividade e das relações sociais:
– Mantenha um ambiente musical eclético. Coloque, para que ela ouça, músicas de gêneros variados;
– Disponibilize materiais que apresentem sonoridade, brinquedos, chocalhos, tambores;
– Na escola, ou em casa, a partir do primeiro ano de vida, é possível organizar uma bandinha de sucatas, com chocalhos diferenciados, tambores e baquetas, que poderão ser acompanhados por música cantada ou tocada.
– As músicas infantis agradam muito as crianças, portanto, devem ser oferecidas também, mas lembrem-se que qualidade musical independente de gênero, portanto, procure por boas músicas infantis.
– Leve os pequenos à shows destinados a sua faixa etária. Na cidade de São Paulo, periodicamente, há concertos ao ar livre ou destinados à família.
Crianças maiores de três anos:
– Continue expondo a criança, à músicas de qualidade, lembre-se que seu objetivo é estimular as sinapses cerebrais para que as funções cognitivas sejam desenvolvidas. E mais, a criança ouve o que você ouve.
– A partir dos três anos a criança começa a perceber os instrumentos dentro da música. Ofereça a ela, músicas executadas com apenas um instrumento, por exemplo, tocada só com o violão ou só com teclado; mostre a ela o instrumento, vá até uma loja e deixe que olhe, pegue com as mãos, experimente. Nessa fase de desenvolvimento, a experimentação é fundamental.
– Use microfones. As crianças adoram cantar ao microfone e quando a fazem podem ouvir sua própria voz, verificar a tonalidade e volume.
Em qualquer situação ou idade, você deve ter claro que socialmente, a criança estará exposta a todos os tipos de música, boas ou ruins e que executando atividades musicais como as propostas neste post, elas estarão seguras do seu gosto musical e dificilmente serão influenciadas por modismos dos meios de comunicação de massa.
Uma dica valiosa aos professores de educação infantil, que não se consideram grandes cantores; usem e abuse dos CDs. Crianças pequenas reproduzem o que ouvem!
Cantores de chuveiro ou tocadores de campainha, não importa! A música nos acalma, nos inspira, nos alegra… nos desenvolve!

http://pt.aleteia.org/2015/09/03/como-ensinar-seu-filho-a-ouvir-boa-musica/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-04/09/2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Oito sintomas físicos de depressão além da tristeza

Dor de cabeça e distúrbios gastrointestinais podem acompanhar o quadro


depressão caracteriza-se como uma doença em que ocorrem desequilíbrios químicos dos chamados neurotransmissores. Essas substâncias são responsáveis por transportar as informações pela rede de neurônios de nosso cérebro - incluindo as sensações de prazer, serenidade, disposição e bem estar. "A depressão irá afetar neurotransmissores como serotonina, dopamina, noradrenalina e melatonina, que interferem justamente nesses sentimentos", afirma o psiquiatra Luis Gustavo Brasil, da Clínica Maia. Esse desequilíbrio químico pode desencadear uma série de respostas e em diversas funções do organismo, e as consequências são os sintomas que já conhecemos: tristeza, apatia, falta de motivação, dificuldade de concentração, pessimismo, insegurança e muitos outros.

Além dos sintomas psicológicos tão conhecidos da depressão existe um grupo de sensações físicas que também cursam com a doença. Se não for tratada, a depressão se agrava, causando sintomas que nem sempre são relacionados à doença. Confira algumas sensações físicas que podem acompanhar o quadro depressivo e quando buscar ajuda:
mulher deitada com dor no estômago - Foto: Getty Images

Dor de cabeça

A depressão também pode motivar dores do tipo cefaleia. "Há o cenário que chamamos de somatização, no qual o indivíduo com depressão acumula sintomas emocionais, frustrações, medos e inseguranças e descarrega no corpo", afirma a psicóloga Priscila. "Vale ressaltar que é um processo inconsciente, ou seja, o individuo não tem controle sobre isso, e deve procurar ajuda profissional."
homem com dor de cabeça - Foto: Getty Images

Distúrbios do sono

Distúrbios do sono são bem comuns: ou o paciente dorme demais, buscando no sono uma fuga da realidade, ou não consegue dormir, por não conseguir se desligar dos problemas que o levaram a depressão. Em ambos os casos, o resultado é um sono de má qualidade. "O paciente não se recupera o suficiente para as atividades que deve exercer, o que explica a piora da do rendimento e da produtividade", lembra o psiquiatra Luis Gustavo Brasil, da Clínica Maia.
homem com insônia - Foto: Getty Images

Tensão na nuca e nos ombros

Como consequência do processo de somatização, o paciente depressivo fica constantemente em estado de alerta - e isso se reflete em tensão na musculatura, principalmente da nuca e ombros. "A ansiedade e nervosismo para resolver as questões emocionais estão frequentemente associadas a esses sintomas", diz a psicóloga Priscila.
mulher com tensão no ombro - Foto: Getty Images

Cansaço ou fadiga

"A falta da produção adequada dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina gera uma prostração muito grande em pacientes", conta Priscila Gasparini Fernandes. O resultado são sintomas como fraqueza, cansaço, falta de ânimo e falta de iniciativa para executar qualquer atividade.
mulher dormindo na mesa de trabalho - Foto: Getty Images

Mudanças no apetite e no peso

A depressão é frequentemente associada a transtornos alimentares. Isso porque a doença leva a alterações no apetite, podendo ocorrer a falta ou o excesso deste, culminando em perda ou ganho de peso. "As reações são individuais, é necessário apenas observar que o comportamento não está normal para aquela pessoa e orientá-la a buscar ajuda", explica a psicóloga Patricia.

A especialista ressalta ainda que quadros de anorexia e bulimia são diferentes de depressão, e como tal devem ser tratados separadamente. Há casos em que o paciente já diagnosticado com transtornos alimentares desenvolve um quadro depressivo, mas não se sabe quais são os gatilhos para essa relação. Portanto, é necessário prestar atenção tanto nas mudanças de apetite do paciente com suspeita de depressão quanto em sinais depressivos nas pessoas que já tratam transtornos alimentares.
homem em cima da balança - Foto: Getty Images

Dores no corpo

Pacientes com depressão muitas vezes se queixam de dores generalizadas e persistentes no corpo todo, principalmente nas costas e peito. "Os sintomas de fadiga e cansaço próprios do quadro depressivo acabam comprometendo uma postura adequada quando o indivíduo tenta realizar suas atividades diárias, piorando a sensação de tensão e dores musculares", explica psiquiatra Luis. Sedentarismo e a falta de atividades físicas podem tornar o quadro ainda mais intenso.
mulher com dor no peito - Foto: Getty Images

Imunidade baixa

A depressão leva o indivíduo à prostração - ele não se sente bem fisicamente e mentalmente. Isso pode, de maneira indireta, interferir na imunidade. "Ocorre uma liberação descontrolada de hormônios quando não estamos bem emocionalmente, afetando as células de defesa", diz Priscila Gasparini Fernandes. Além disso, a tristeza e falta de iniciativa para realizar atividades pode fazer com que o paciente não tome os devidos cuidados com a saúde, adotando comportamentos de risco como ingestão excessiva de álcool, tabagismo, uso de drogas, má alimentação e sedentarismo - todos fatores que interferem diretamente na imunidade, deixando o indivíduo mais vulnerável a infecções oportunistas, como gripes, resfriados e herpes.
casal gripado - Foto: Getty Images
http://yahoo.minhavida.com.br/saude/galerias/18674-oito-sintomas-fisicos-de-depressao-alem-da-tristeza/8

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