domingo, 6 de setembro de 2015

Como ensinar seu filho a ouvir boa música

O contato com a música estimula o cérebro, facilita a aprendizagem, favorece o raciocínio lógico, relaxa... Vai perder esta oportunidade?

A child plays the cello - pt

música está presente na vida dos seres humanos desde os primórdios de sua existência, seja em ritos culturais, sociais ou religiosos. Somos seres musicais por essência.
Pesquisas como as de Schlaug, da Escola de Medicina de Harvard (EUA), e Gaser, da Universidade de Jena (Alemanha), revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta, particularmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor.
Mas os benefícios não são somente aos instrumentistas.
Outros estudos apontam também que, mesmo se o contato com a música for feito por apreciação, isto é, não tocando um instrumento, mas simplesmente ouvindo com atenção e propriedade (percebendo as nuances, entendendo a forma da composição), osestímulos cerebrais também são bastante intensos.
Ao mesmo tempo que a música possibilita estímulos cerebrais, ela, por seu caráter relaxante, pode estimular a absorção de informações, isto é, a aprendizagem, comprovadas em pesquisas como as do húngaro Losanov que concluiu que, expostos à música clássica, lenta, a pessoa passa do nível alfa (alerta) para o nível beta (relaxados, mas atentos); baixando a ciclagem cerebral, aumentam as atividades dos neurônios e as sinapses tornam-se mais rápidas,facilitando a concentração e a aprendizagem.
Schaw, Irvine e Rauscher, americanos, investigaram o desenvolvimento do raciocínio lógico em crianças que estudavam algum instrumento musical aos que não estudavam música, sendo que o primeiro grupo apresentou desempenho superior em matemática em relação ao segundo.
A música tem seu lugar no desenvolvimento afetivo da criança. Quando colocamos o bebê próximo ao peito e cantamos para ele, as batidas do coração mais a canção, levam-no à tranquilidade e relaxamento. Por essa e outras razões, a linguagem musical tem sido apontada como uma das áreas de conhecimentos mais importantes a serem trabalhadas na Educação Infantil, ao lado da linguagem oral e escrita, do movimento, das artes visuais, da matemática e das ciências humanas e naturais. Países desenvolvidos oferecem cursos aos professores para que a aplicabilidade musical seja exercida competentemente. No Brasil, ao contrário, não há formação, tão pouco preocupação com o desenvolvimento musical dos pequenos.
Então, cruzamos os braços?
Pelo contrário, podemos ensinar as crianças, em casa ou na escola ou, ao menos, estimular os ouvidos à apreciação musical.
Em primeiro lugar, defina você, condutor dessa aprendizagem, pais ou professores, o que é uma música de qualidade. Pesquise músicas de diferentes gêneros, jazz, blues, clássica, rock, folk, eletrônica…
Pesquisadas as músicas, é hora de ouvir. Ouvir de verdade. Não realize outra tarefa, apenas ouça. Pense em um instrumento que tem afeição e procure-o dentro da música, perceba se o instrumento é constante ou só em determinadas partes. Faça questionamentos internos: Esse instrumento preenche vazios da música? Esse trecho da música é mais intenso? Esse instrumento pode ser conciliado com outro? Que tipo de emoção está provocando? Este instrumentista é mais ou menos habilidoso? O ritmo da música é constante? Quanto mais você “observar” a música, mais vai compreendê-la.
E com as crianças?
Vamos começar pelos bebês:
– Coloque para seu bebê, ainda no útero materno, músicas diversas, com maior atenção às clássicas. Faça isso diariamente.
– Peça para o papai cantar para ele. No útero, o bebê possui maior percepção aos sons graves, por isso, o canto do papai é tão importante.
Crianças de 0 a 2 anos:
Nesta fase, a música está inteiramente relacionada ao desenvolvimento da linguagem, da afetividade e das relações sociais:
– Mantenha um ambiente musical eclético. Coloque, para que ela ouça, músicas de gêneros variados;
– Disponibilize materiais que apresentem sonoridade, brinquedos, chocalhos, tambores;
– Na escola, ou em casa, a partir do primeiro ano de vida, é possível organizar uma bandinha de sucatas, com chocalhos diferenciados, tambores e baquetas, que poderão ser acompanhados por música cantada ou tocada.
– As músicas infantis agradam muito as crianças, portanto, devem ser oferecidas também, mas lembrem-se que qualidade musical independente de gênero, portanto, procure por boas músicas infantis.
– Leve os pequenos à shows destinados a sua faixa etária. Na cidade de São Paulo, periodicamente, há concertos ao ar livre ou destinados à família.
Crianças maiores de três anos:
– Continue expondo a criança, à músicas de qualidade, lembre-se que seu objetivo é estimular as sinapses cerebrais para que as funções cognitivas sejam desenvolvidas. E mais, a criança ouve o que você ouve.
– A partir dos três anos a criança começa a perceber os instrumentos dentro da música. Ofereça a ela, músicas executadas com apenas um instrumento, por exemplo, tocada só com o violão ou só com teclado; mostre a ela o instrumento, vá até uma loja e deixe que olhe, pegue com as mãos, experimente. Nessa fase de desenvolvimento, a experimentação é fundamental.
– Use microfones. As crianças adoram cantar ao microfone e quando a fazem podem ouvir sua própria voz, verificar a tonalidade e volume.
Em qualquer situação ou idade, você deve ter claro que socialmente, a criança estará exposta a todos os tipos de música, boas ou ruins e que executando atividades musicais como as propostas neste post, elas estarão seguras do seu gosto musical e dificilmente serão influenciadas por modismos dos meios de comunicação de massa.
Uma dica valiosa aos professores de educação infantil, que não se consideram grandes cantores; usem e abuse dos CDs. Crianças pequenas reproduzem o que ouvem!
Cantores de chuveiro ou tocadores de campainha, não importa! A música nos acalma, nos inspira, nos alegra… nos desenvolve!

http://pt.aleteia.org/2015/09/03/como-ensinar-seu-filho-a-ouvir-boa-musica/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-04/09/2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Oito sintomas físicos de depressão além da tristeza

Dor de cabeça e distúrbios gastrointestinais podem acompanhar o quadro


depressão caracteriza-se como uma doença em que ocorrem desequilíbrios químicos dos chamados neurotransmissores. Essas substâncias são responsáveis por transportar as informações pela rede de neurônios de nosso cérebro - incluindo as sensações de prazer, serenidade, disposição e bem estar. "A depressão irá afetar neurotransmissores como serotonina, dopamina, noradrenalina e melatonina, que interferem justamente nesses sentimentos", afirma o psiquiatra Luis Gustavo Brasil, da Clínica Maia. Esse desequilíbrio químico pode desencadear uma série de respostas e em diversas funções do organismo, e as consequências são os sintomas que já conhecemos: tristeza, apatia, falta de motivação, dificuldade de concentração, pessimismo, insegurança e muitos outros.

Além dos sintomas psicológicos tão conhecidos da depressão existe um grupo de sensações físicas que também cursam com a doença. Se não for tratada, a depressão se agrava, causando sintomas que nem sempre são relacionados à doença. Confira algumas sensações físicas que podem acompanhar o quadro depressivo e quando buscar ajuda:
mulher deitada com dor no estômago - Foto: Getty Images

Dor de cabeça

A depressão também pode motivar dores do tipo cefaleia. "Há o cenário que chamamos de somatização, no qual o indivíduo com depressão acumula sintomas emocionais, frustrações, medos e inseguranças e descarrega no corpo", afirma a psicóloga Priscila. "Vale ressaltar que é um processo inconsciente, ou seja, o individuo não tem controle sobre isso, e deve procurar ajuda profissional."
homem com dor de cabeça - Foto: Getty Images

Distúrbios do sono

Distúrbios do sono são bem comuns: ou o paciente dorme demais, buscando no sono uma fuga da realidade, ou não consegue dormir, por não conseguir se desligar dos problemas que o levaram a depressão. Em ambos os casos, o resultado é um sono de má qualidade. "O paciente não se recupera o suficiente para as atividades que deve exercer, o que explica a piora da do rendimento e da produtividade", lembra o psiquiatra Luis Gustavo Brasil, da Clínica Maia.
homem com insônia - Foto: Getty Images

Tensão na nuca e nos ombros

Como consequência do processo de somatização, o paciente depressivo fica constantemente em estado de alerta - e isso se reflete em tensão na musculatura, principalmente da nuca e ombros. "A ansiedade e nervosismo para resolver as questões emocionais estão frequentemente associadas a esses sintomas", diz a psicóloga Priscila.
mulher com tensão no ombro - Foto: Getty Images

Cansaço ou fadiga

"A falta da produção adequada dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina gera uma prostração muito grande em pacientes", conta Priscila Gasparini Fernandes. O resultado são sintomas como fraqueza, cansaço, falta de ânimo e falta de iniciativa para executar qualquer atividade.
mulher dormindo na mesa de trabalho - Foto: Getty Images

Mudanças no apetite e no peso

A depressão é frequentemente associada a transtornos alimentares. Isso porque a doença leva a alterações no apetite, podendo ocorrer a falta ou o excesso deste, culminando em perda ou ganho de peso. "As reações são individuais, é necessário apenas observar que o comportamento não está normal para aquela pessoa e orientá-la a buscar ajuda", explica a psicóloga Patricia.

A especialista ressalta ainda que quadros de anorexia e bulimia são diferentes de depressão, e como tal devem ser tratados separadamente. Há casos em que o paciente já diagnosticado com transtornos alimentares desenvolve um quadro depressivo, mas não se sabe quais são os gatilhos para essa relação. Portanto, é necessário prestar atenção tanto nas mudanças de apetite do paciente com suspeita de depressão quanto em sinais depressivos nas pessoas que já tratam transtornos alimentares.
homem em cima da balança - Foto: Getty Images

Dores no corpo

Pacientes com depressão muitas vezes se queixam de dores generalizadas e persistentes no corpo todo, principalmente nas costas e peito. "Os sintomas de fadiga e cansaço próprios do quadro depressivo acabam comprometendo uma postura adequada quando o indivíduo tenta realizar suas atividades diárias, piorando a sensação de tensão e dores musculares", explica psiquiatra Luis. Sedentarismo e a falta de atividades físicas podem tornar o quadro ainda mais intenso.
mulher com dor no peito - Foto: Getty Images

Imunidade baixa

A depressão leva o indivíduo à prostração - ele não se sente bem fisicamente e mentalmente. Isso pode, de maneira indireta, interferir na imunidade. "Ocorre uma liberação descontrolada de hormônios quando não estamos bem emocionalmente, afetando as células de defesa", diz Priscila Gasparini Fernandes. Além disso, a tristeza e falta de iniciativa para realizar atividades pode fazer com que o paciente não tome os devidos cuidados com a saúde, adotando comportamentos de risco como ingestão excessiva de álcool, tabagismo, uso de drogas, má alimentação e sedentarismo - todos fatores que interferem diretamente na imunidade, deixando o indivíduo mais vulnerável a infecções oportunistas, como gripes, resfriados e herpes.
casal gripado - Foto: Getty Images
http://yahoo.minhavida.com.br/saude/galerias/18674-oito-sintomas-fisicos-de-depressao-alem-da-tristeza/8

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Como fazer para salvar os filhos das armadilhas da rede?


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A rede hoje é algo “natural” para as novas gerações. Há um número crescente de nativos digitais e, consequentemente, torna-se cada vez maior o número de crianças e adolescentes que utilizam os novos meios de comunicação. Então, um dever colocar certas perguntas: é correto proibir totalmente o uso da rede, ou seria sensato definir uma fronteira de fruição?
É óbvio que não é possível, e não seria nem sequer correto proibir totalmente o uso da rede, mas é necessário colocar alguns limites, para evitar expor as novas gerações a perigos e armadilhas que constituem uma séria ameaça para as suas vidas.
Por esta razão, um dos deveres de um pai com os filhos é a educação na utilização da rede.
A primeira forma de educação é a do exemplo e testemunho pessoal. Como um pai pode dizer ao seu filho para não usar muito as redes sociais, quando ele, em vez de ficar perto de seu filho para ajudá-lo com a lição de casa, está no sofá lendo informações de seu interesse em algum site?
Dados estatísticos mostram que os pais, mesmo que não pertençam à geração de nativos digitais, estão cada vez mais atraídos pelas seduções da rede. Em média, um pai e uma mãe consideram tablets e smartphones ferramentas indispensáveis para a vida, a tal ponto de considerá-las essenciais também para os seus filhos.
Os tablets, os smartphones são considerados meios primários de comunicação, quase que comparados aos nossos órgãos sensitivos e comunicativos. Estamos testemunhando o fenômeno da conaturalidade do meio, considerado quase como um “órgão biônico” integrado na nossa pessoa, com a função específica de anexar o mundo exterior virtual com a realidade biológica.
Esta tese se demonstra quando se permanece por alguns dias sem um aparelho que me conecte à internet, ou quando a conexão à rede não está disponível por várias razões, surge um sentimento de mutilação, que falta algo de importante e vital.
A forma eficaz de educação é antes de tudo dar o exemplo, e em segundo lugar ensinar a usar sabiamente a rede. Muitos jovens utilizam a rede de forma inadequada, quando acessam várias redes sociais para brigar ou para falar mal dos outros.
A rede deveria ser usada para comunicações curtas, que excluem a esfera privada e afetiva, porque o coração da comunicação não é só a mensagem, mas o sentimento, o transporte e a modalidade de como se expressam os próprios pensamentos.
É fundamental o acompanhamento dos pais também no uso da rede, porque é uma área da sua vida na qual passa boa parte do seu tempo livre. Dar uma liberdade absoluta ou uma total confiança a uma criança ou a um adolescente é sinônimo de desinteresse e descompromisso por parte dos pais.
O acompanhamento na utilização da rede é a forma dos pais permanecerem próximos do seu filho. Dado que a rede é algo virtual, o acompanhamento deve se traduzir em permanecer, por breves, mas frequentes, momentos do dia, fisicamente ao lado do filho para verificar, sem ser muito invasivo, se ele está seguindo as sugestões dadas.
Às vezes, essas verificações periódicas são insuficientes. As novas gerações são inteligentes e conseguem encontrar a maneira para passar por cima das recomendações dos pais. A missão de um pai e de uma mãe é não poupar esforços para proteger seus filhos dos muitos perigos que se escondem, silenciosos, nas portas das suas vidas.
Precisamente por este motivo, os pais, que se preocupam com o destino de seus filhos, não têm vergonha e deixam de usar os “parent control” (controle dos pais), tanto para bloquear o acesso a certos tipos de sites, quanto para receber diariamente os informes diários sobre o uso dos aplicativos utilizados e por quanto tempo.
Quando a tecnologia coloca um limite e controle na sua utilização, repara todas as vezes que responsabiliza muito o usuário da rede, que, se for menor de idade, é provável que seja imaturo e despreparado para entender as consequências de suas ações.
Mesmo que as escolhas sejam feitas virtualmente, através de uma tela, as consequências têm impactos sobre a alma de quem as faz. E, infelizmente, vemos que o meio virtual é muitas vezes o princípio da fraude, do engano, e permite entrar em contato com pessoas indesejadas.
Livrar as crianças das armadilhas insidiosas da rede é parte integrante da missão educativa dos pais. Este é um dos temas que deveria ser incluído nos cursos de preparação ao sacramento do matrimônio e deveria se tornar frequentes argumentos de congressos nas paróquias.

Por Zenit

http://santateresinhaseropedica.com/como-fazer-para-salvar-os-filhos-das-armadilhas-da-rede.html

3 coisas que os pais nunca deveriam dizer aos seus filhos


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Uma criança choramingando incessantemente, ou um adolescente que não para de discutir, mesmo depois de dizermos: “Não”. Somado a isso, podemos estar preocupados com o trabalho, chateados por alguma interação desagradável com um parente, ou exaustos depois de um longo dia.
Num cenário destes, pode ser extremamente difícil escolher as palavras com cuidado, mas elas têm um impacto significativo sobre nossos filhos, especialmente quando são repetidas regularmente. Se essas palavras forem ásperas ou que incitarem culpa, é provável que a relação com os nossos filhos seja prejudicada.
Aqui estão três coisas que você nunca deve dizer para os seus filhos:
1. “Você está me deixando louca!”
Esta frase e outras do tipo usam a culpa para motivar a criança a mudar de comportamento. Sim, podemos nos sentir como se nossos filhos estivessem nos deixando loucas em algum momento, mas não podemos dizer isso para eles.
Na verdade, a expressão dos nossos sentimentos desta forma, não editada, é susceptível de agravar a situação momentânea e, a longo prazo, afetar negativamente a relação com os nossos filhos. Pior: ela faz a criança se sentir responsável pelos maus sentimentos das outras pessoas, uma receita para a baixa autoestima e ansiedade.
2. “O que há de errado com você?”
Esta frase e outras do tipo usam a vergonha para motivar a criança a mudar de comportamento. Tal como acontece com a frase culpabilizante acima, esta frase vexatória enquadra a situação como sendo culpa do seu filho, em vez de reconhecer que todas as situações são um produto complexo de muitos fatores diferentes, incluindo nossas próprias percepções, humores, experiências anteriores e expectativas.
Por exemplo, se você entrar no quarto e descobrir que seu filho de cinco anos de idade acabou de cortar sua camisa favorita em pedaços, você pode ficar tentada a exclamar: “O que há de errado com você?” Em vez disso, lembre-se que, seja qual for a situação, as ações do seu filho são quase sempre uma tentativa de atender alguma necessidade, como obter a sua atenção; ou obter informação (O que acontece se eu fizer X?); ou envolvimento criativo (Preciso de algum tecido para minha colagem).
Além disso, esta frase vexatória diz ao seu filho que ele é falho, e centra a sua atenção sobre o que há de errado com ele, como pessoa, em vez de orientá-lo sobre o que fazer de diferente para criar um resultado mais positivo. Mais uma vez, esta é uma receita para prejudicar o bem-estar.
3. “Eu gostaria mais de você se…”
Esta frase e outras semelhantes usam o medo para motivar a mudança. Ela se baseia na agressão e intimidação. Tenha em mente: um dia seus filhos vão crescer e ser independentes; por isso, se esta é a sua estratégia, um dia ela não será mais eficaz.
Mas o que é mais problemático sobre esta estratégia é que ela ensina as crianças, através da modelagem de comportamento, a conseguirem o que desejam através da agressão e intimidação. Além disso, ao longo do tempo esta frase é suscetível de minar a confiança e o respeito do relacionamento com seus filhos.
Algo em comum
O que cada uma destas três frases problemáticas têm em comum é: elas chamam a atenção para a criança como pessoa, em vez do seu comportamento.
Em quase todas as situações, o problema em questão é o que a criança disse e/ou fez, e isto é o que precisa ser tratado. Usar a vergonha, a culpa ou o medo, acabará sendo um tiro pela culatra, porque essas estratégias não se concentram no problema real (o comportamento) e dão a entender que o problema é o seu filho.
Podemos ensinar às crianças que o comportamento é uma escolha, e enfatizar que elas podem aprender a fazer escolhas melhores. Fazer uma escolha ruim não significa que elas sejam ruins; apenas que cometeram um erro e precisam de mais prática e treinamento para fazerem melhor da próxima vez.
O que fazer?
Então, o que podemos dizer nesses momentos acalorados, a fim de ajudar nossos filhos a mudar de comportamento?
Em suma, foque o seu comportamento de forma explícita. Aqui estão três frases para ajudar você a conseguir isso:

“Eu não gosto desse comportamento.”
“Eu não gosto quando você ____.”
“Quando você ____, sinto-me _____.”
Depois, não se esqueça de explicar por que o comportamento não é normal, e converse sobre o que seu filho poderia fazer da próxima vez.

Por Psiconlinews

http://santateresinhaseropedica.com/3-coisas-que-os-pais-nunca-deveriam-dizer-aos-seus-filhos.html

sexta-feira, 27 de março de 2015

O que são transtornos alimentares?

Aquilo que você come – ou deixa de comer – pode se tornar um caso médico. Hábitos alimentares são considerados doentios quando interferem na saúde física e mental, deteriorando até as relações pessoais e profissionais da pessoa.
As causas desses distúrbios são muitas: vão da predisposição genética ao esforço para se adequar a padrões estéticos estabelecidos por figuras famosas. Por envolver fatores tão variados, a própria definição de transtorno alimentar é objeto de discussão: os únicos que recebem essa classificação da Organização Mundial da Saúde são a anorexia e a bulimia.
Descritas desde o antigo Egito, essas doenças se tornaram muito mais comuns nas últimas décadas – fala-se inclusive em uma epidemia, gerada pelo culto ao corpo perfeito. Exageros à parte, essas síndromes afetam hoje cerca de 1% da população mundial, sobretudo mulheres adolescentes e jovens.
Apesar de terem em comum a preocupação com o corpo, existem diferenças fundamentais entre os dois distúrbios. “Meninas com anorexia têm uma grave distorção de sua auto-imagem, enxergando-se sempre muito mais gordas do que são”, diz o psiquiatra Fábio Salzano, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na busca por emagrecer cada dia mais, elas simplesmente param de comer e viram esqueletos humanos. Para ser considerada anoréxica, é preciso ter um peso muito abaixo do estabelecido como saudável.
Já a distorção de imagem de uma bulímica é bem mais sutil. Elas não querem engordar, mas adoram comer. Têm ataques compulsivos seguidos de muita culpa, que procuram aliviar provocando vômito ou tomando laxantes e diuréticos. “As meninas bulímicas têm, necessariamente, peso normal ou acima do normal”, diz Alexandre Azevedo, também do HC paulistano.
Mas o universo dos desvios de comportamento envolvendo comida ultrapassa a bulimia e a anorexia. O cardápio de problemas vai da incapacidade de perceber quando o estômago está cheio até a fixação por alimentos exóticos. Os tratamentos variam de acordo com a doença, mas podem incluir remédios, psicoterapia e reeducação alimentar.

Menu indigesto

Problemas com o prato incluem até tijolo no jantar

Ortorexia
Os ortoréxicos têm verdadeira fixação por uma alimentação saudável, sem químicas, agrotóxicos nem aditivos. Eles são obsessivos pela escolha e preparo dos alimentos e tentam impor essa vida natureba a quem estiver por perto. O problema pode estar relacionado a transtornos obsessivos-compulsivos ou sinalizar um início de anorexia.
Distúrbio alimentar relacionado ao sono (DARS)
Quem sofre desse mal levanta no meio da noite para atacar a geladeira e acorda no dia seguinte sem se lembrar de quase nada do que se passou durante a madrugada. Essas pessoas, que comem normalmente durante o dia, são, muitas vezes, sonâmbulas. Cerca de 5% da população pode apresentar o problema, sendo a maioria mulheres.
Síndrome de Prader-Willi
A doença, que afeta 1 em cada 10 mil crianças. é associada a retardo mental. A criança apresenta um apetite insaciável e uma necessidade de comer constantemente alimentos de alto valor calórico. De origem genética, está diretamente relacionada à obesidade precoce. As complicações decorrentes do excesso de peso podem levar à morte.
Síndrome do gourmet
O portador dessa síndrome se preocupa em comer de forma fina e sofisticada, e isso inclui a compra, a preparação, a apresentação e o consumo de pratos elaborados ou exóticos. Muito rara – tem apenas 34 casos descritos – essa doença parece estar relacionada a lesões cerebrais. Já foi descrita em dois artigos publicados na literatura médica.
Pica
Caracterizada pela ingestão regular de substâncias pouco apetitosas, como cabelo, barro, argila, flores, sabonete, giz, cola ou qualquer outra coisa não comestível, a doença atinge principalmente crianças e adolescentes – sua freqüência diminui com a idade e aumenta em crianças com transtornos psicóticos como o autismo. A causa pode estar relacionada a fatores culturais, familiares e a carências nutricionais.

Dicas para desenvolver um bom relacionamento interpessoal


1. Procure ouvir diferentes opiniões antes de tomar uma decisão importante para você e para a empresa. 

2. Negocie perguntando e obtendo informações antes de apresentar seus argumentos ou idéias. 

3. Seja claro e objetivo , falando mais, usando menos palavras e tempo. 

4. Procure entender o ponto de vista de seu interlocutor, mas aprimore sua capacidade de persuasão. 

5. Busque o consenso entre seus amigos e colaboradores. 

6. Acate sugestões. 

7. Procure aprender o significado da empatia. 

8. Procure elogiar, motivar e encorajar seus colegas. 

9. Pratique a ética, respeitando as pessoas e construa credibilidade. 

10. Sendo pontual, cumprindo sua palavra e seus compromissos você evita decepcionar quem observa sua atuação. 

11. Permita um diálogo franco e aberto com os colaboradores, facilitando o feedback 
(Mario Persona)

terça-feira, 24 de março de 2015

Meu filho não é quem eu pensava. O que faço?

Se seu filho não é quem você pensava, quem ele é?
Quem sabe, então, quem é o seu filho? A escola, os amigos? Se continuarmos com tantas perguntas, faremos um verdadeiro trava-línguas. Já pensou: “Quem é o meu filho?”. Ele tem olhos claros, cabelos pretos, é alto, tímido… Na verdade, estamos tratando de uma relação muito delicada, que exige uma seriedade ao escrever sobre as certezas e incertezas da vida familiar.
Sonhos, expectativas e planos. Provavelmente, demoramos para saber quem é o nosso filho, porque não pensamos sobre suas necessidades, suas reações comportamentais e emoções. Falta-nos planejamento. Ficamos a preferir o tempo que para nós só era de felicidade. Bastava trocar a fralda, dar o mingau e fazer um dengo. Até, então, sabíamos de quem estávamos cuidando.
Meu filho não é quem eu pensava. O que faço
Quem não se perdeu pelo caminho sabe quem é seu filho. Quer seja o filho bom, quer seja o filho rebelde, ele não se tornou o que é da noite para o dia. Nem bom nem ruim. Um período muito propício para estarmos mais próximos de nossos filhos é a fase de 12 a 18 anos. Não podemos nos afastar deles para não termos surpresas desagradáveis. Se eles vão à balada, precisamos saber com quem foram e que horas vão chegar. Caso tenhamos filhas mulheres, precisamos ficar atentos às suas roupas, seus desejos e suas necessidades. Portanto, a reposta para o título – “Meu filho não é quem eu pensava. O que faço?” – está na reserva de amor, na paciência e autoridade, na convivência que cada um de nós tem para lhes oferecer.
Tê-los e abandoná-los, desculpa a expressão, faz-nos ficar sustentados em um discurso vazio, medíocre, de que eles não nos ouvem nem nos obedecem, porque só vivem no celular, por exemplo. Você pode estar pensando: abandonar? como assim? Estamos nos deixando ser substituídos pela tecnologia. Então, por que lhes damos de presente a tecnologia mais avançada? Nossos filhos podem ter acesso à tecnologia, mas que eles tenham, em maior número, acesso aos pais.
Nós é que deveríamos ser uma geração avançada de pais ao lado de nossos filhos. Pais pensantes, que trazem as regras claras, o diálogo positivo, o testemunho, o acompanhamento diário, o amor, a alegria e a vida. Por causa de nossas opções profissionais e pessoais, distanciamo-nos tanto deles que, um dia, não muito distante, eles se perguntaram: “Meus pais não são quem eu pensava. O que faço?”.
Só sabe quem é o filho quem senta à mesa, quem convive e se mistura com eles, quem se levanta para acordá-lo para ir à escola e tem a prática da bênção, quem dá valor à mesa e aos horários das refeições. É preciso conviver. Se estivermos em paz com a nossa opção de constituir uma família, muito raramente os filhos não vão ser o que esperamos que eles sejam. Estamos lutando contra forças ocultas que nos enfraquecem. Estamos lutando contra o consumismo, contra a violência e o bullying. Se não soubermos quem são nossos filhos, vamos em busca da resposta. Eles precisam contar conosco na disciplina, no castigo, no diálogo e no amor. Se quando pequenos levantávamos para vê-los respirando, a fim de confirmar se estavam vivos no berço, precisamos, hoje, levantar para vê-los vivos no  grupo de amigos, na agenda escolar, nos elogios que lhes damos ou por meio do que existe de melhor em nossa família.
Não somos perfeitos, mas cada pai, cada mãe tem uma riqueza dentro de si. É aí que está o tesouro, que está a verdadeira resposta do que fazer diante das surpresas em relação aos nossos filhos. Não desistir, ser firme, reorganizar a casa. Não importa o modelo ou arranjo familiar no qual se encontra o nosso casamento, o mais importante é darmos conta de quem ainda está ao nosso alcance: nosso filho. E se ele não aceitar mais a nossa volta? Continuaremos em paz. Quando uma família reconhece seus erros e recomeça, movimenta a mão de Deus.
Podemos concluir que as dores não podem nos desanimar. A frustração e a tristeza existem, visitam-nos, mas não podem arrancar as nossas forças. O perdão, o amor e a esperança em Deus são as nossas forças. E se a descoberta for a pior possível, nada será tão grande que o Senhor não possa agir e Nossa Senhora reconduzir numa família. Não podemos nos esquecer de que os nossos filhos também fazem opções. Assim como escolher a sua profissão, chega um momento que escolhem seus caminhos. Vamos juntos, rumo à geração avançada de pais que oram, fazem jejum e dobram os joelhos no chão por seus filhos. Vamos ser pais disciplinadores, amorosos, afetivos e realizados. Deus conta conosco e nós contamos com a graça d’Ele.

Judinara Braz

Administradora de Empresa com Habilitação em Marketing.
Psicóloga especializada em Análise do Comportamento.
Autora do Livro “Sala de Aula, a vida como ela é.”
Diretora Pedagógica da Escola João Paulo I – Feira de Santana (BA).
http://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/meu-filho-nao-e-quem-eu-pensava-o-que-faco/

Atentados, suicídios: os jovens diante da violência do mundo

  Francisco Borba Ribeiro Neto   -   publicado em 02/04/23 Diante dessa situação, existe uma tarefa que compete a todos nós: os jovens preci...